João Alberto Silveira Freitas e o Plano Antirracista do Carrefour


No dia 19 de novembro de 2020, justamente às vésperas da celebração do Dia da Consciência Negra, um crime foi cometido contra João Alberto Silveira Freitas, homem negro/preto, com 40 anos de idade, na unidade do Carrefour, em Porto Alegre. João Alberto Silveira Freitas foi alvo do racismo estrutural sobre o qual se ergue a sociedade brasileira.


Na época, a segurança do supermercado era exercida pela Vector, empresa terceirizada, que atualmente se chama Cordialle, e os seguranças que agrediram João Alberto Silveira Freitas foram por ela contratados, o que ocorreu diante dos olhos de funcionários do supermercado.


Embora não seja possível restabelecer a vida de João Alberto Silveira Freitas, para amenizar o crime cometido contra ele e contra toda a população negra/preta e reparar os danos daí derivados, o Carrefour tem adotado medidas vocacionadas ao combate do racismo estrutural.


Algumas medidas que têm sido implementadas pelo Carrefour são:

  • Internalização da atividade de segurança

  • Realização de eventos que ofereçam conscientização e mecanismos efetivos ao combate da discriminação racial

  • Incentivo ao empreendedorismo negro/preto

  • Estímulo para que pessoas negras/pretas ocupem posição de liderança dentro da rede de supermercados.


Em junho de 2021, o Carrefour firmou Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público Federal e outras instituições jurídicas, bem como com movimentos sociais, especificamente a EDUCAFRO e o CENTRO SANTOS DIAS DE DIREITOS HUMANOS, para delinear o Plano Antirracista, que determina a reversão de R$115.000,00 a projetos, iniciativas e ações direcionados à reflexão e à memória do processo escravocrata e à conscientização da importância da equidade racial.

A empresa também lançou o site Não Vamos Esquecer com o objetivo de compartilhar a transparência aos compromissos assumidos pela empresa para contribuir no combate ao racismo estrutural no Brasil.

O Carrefour é a maior rede varejista que lidera o mercado brasileiro e recentemente adquiriu o GRUPO BIG, estando, ainda, a operação em análise para validação pelo CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Advogada Letícia Duarte Hernandez